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Todos os brasileiros, que usam ou não o serviço aeroviário disponível no mercado, devem estar se perguntando: Como pode estar acontecendo tudo isso? Eu, que precisei desse tipo de serviço pra uma viagem até Brasília, e de lá até o Lago de Serra da Mesa, também fui surpreendido com um cancelamento de ultima hora do nosso vôo.

Uma semana depois optei por uma viagem de carro próprio e enfrentei as “conservadas” estradas dos estados de Minas Gerais e Goiás. Confesso que foi muito cansativo, mas me senti realizado porque gosto muito de viajar e conhecer por estrada alguns pedaços do nosso Brasilzão.

Partimos de Piracicaba no dia 18/07/2007 por volta das 03:00 da manhã pela Rodovia Anhanguera e quando os primeiros raios de luz romperam o dia, já estávamos no estado de Minas Gerais.

Uma viagem tranqüila. Optamos por seguir viagem através de Uberaba, Uberlândia, Araguari, Catalão (Goiás), Cristalina e Brasília. De lá foram mais 320 km até o Pousado Germano no municipio de Niquelandia, passando antes por Padre Bernardo e Dois Irmãos.

Chegamos por voltas das 19:00 hs na Pousada Germano, onde nosso amigo Edilei, sócio-gerente da pousada nos aguardava com um saboroso jantar.

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A nossa equipe, composta por 8 pescadores, alguns com certa experiência, outros nem tanto, era uma equipe de ponta em todos os sentidos. O Doutor Admilton Biscalquin e seu Paizão Sr. Miguel, o doutor Adilson Basso e seu filho Adolfo, ambos de Santa Bárbara D´Oeste, O Doutor Vitor Romano, Antonio Aguado, meu filho Rafael Giacomini e Eu.

A frente fria que atingiu a região Sudeste afetou de certa forma aquela região também, porque pude notar que a água estava muito fria o que prejudicou um pouco a pescaria.
No primeiro dia de pesca os tucunarés estavam manhosos, rebojando nas artificiais mas sem atacá-las com voracidade.

No período da tarde as coisas melhoraram um pouco e pudemos fisgar alguns exemplares de bom tamanho, deixando a expectativa pro dia seguinte. Como o lago de Serra da Mesa é muito extenso e com inúmeros points, somente a noite é que pudemos trocar informações com nossa equipe. A surpresa foi muito boa. Pescadores de primeira viagem fisgaram belos exemplares e ficaram empolgados com as belezas naturais da região.

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Nosso segundo dia de pescaria amanheceu lindo, com o sol batendo forte e nenhuma nuvem no céu e lá fomos nós atrás dos troféus.

Uma coisa me chamou a atenção em Serra da Mesa. A grandiosidade do lago e o sobe e desce de suas águas azuis. Controlado pelo homem esse fenômeno que acontece nessa época do ano visando às próximas chuvas com inicio em Outubro deixa a paisagem muito mais bonita, as Serras que formam esse complexo parecem ganhar mais vida e destaque no espelho d´água que se avista.

Partimos pra explorar o local conhecido por “quebra-pau”, distante 50 minutos de barco da pousada, onde pudemos contemplar a abertura entre as montanhas por onde se concentra toda a água do reservatório. Trata-se de uma única passagem com uns 300 metros de largura. A montante dessa passagem existem inúmeros locais para se pescar o tucunaré com estruturas espetaculares, variando entre baías, pontas de praias, furnas e muita, mas muitas pauleiras que diferem da parte de baixo, pontos mais próximos da barragem, e além disso sofre menos com a pressão dos pescadores profissionais. Parece que os peixes estavam por lá. Foram diversas capturas, escapadas sensacionais e linhas rompidas pelos “azulões”. Quanto mais andávamos, mais nossos olhos degustavam aquele visual.

 

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No ultimo dia dessa aventura optamos por estar mais próximos da pousada e combinamos de pescarmos todos na mesma região e assim podermos almoçar todos juntos na mesma ilha. Os guias da pousada têm o costume de se reunir para um delicioso almoço com peixe na brasa, afinal ninguém é de ferro e um bom banho de praia fez nosso cansaço desaparecer num instante.

Belos exemplares também nesse dia, provando assim que o Lago de Serra da Mesa é sem dúvida um dos mais promissores locais para se pescar no Brasil.

Já no final da tarde fiz um comentário com nosso guia Deusimar. Sempre pescamos com mais afinco no ultimo dia, daí nossas chances aumentam e um exemplar de grande porte fazia evoluções junto a margem. Até brincamos que o capim se mexia sozinho parecendo estar vivo. Ele me animou ao dizer que poderia tratar-se do grande azul. Um pincho bem feito com uma Z-90J e a explosão abalou o silêncio do fim de tarde. Era ele, cobiçado por muitos e visto por poucos. Uma briga no fundo, eu olhava lá pra baixo e nada de ver o bichão. Estava debaixo do barco numa profundidade de uns 6 metros.

Normalmente os peixes de couro é que brigam assim. Linha recolhida e linha tomada. De repente, do nada, ele tomou o rumo das margens e num salto espetacular sacudiu sua enorme cabeça como quem dizia: até logo meu amigo e devolveu-me a isca que veio como um raio em direção ao barco e enterrou suas garatéias na capa de vinil do motor de popa.

Fim de tarde, uma cervejinha pra relaxar do susto e a certeza de que na próxima vez

ele habitará as páginas

do nosso site.

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O nosso grupo estava radiante com tudo que viu. Voltamos pra casa no domingo, cansados e felizes por mais uma empreitada concluída com enorme sucesso.

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Equipamentos utilizados:
Varas: Shimano Amazon Tucuna II – 36 lb / Fenwich HMX 25 lb

Carretilhas: Shimano Curado 201 – Chonarch 101 – Calcutá 101 TE GT – Calcuta 250
Iscas: Z-90 (Juninho) – D-Zara – Pop Fat Marine sports – Perversa e Eco Stick da Aicas

Pousada Germano
Niquelandia – Goiás

DÚVIDAS ou SUGESTÕES: info@tucuna